A apicultura que praticam os apicultores eslovenos, com as
colmeias pintadas (cada colmeia tem uma pintura diferente, N.T.), despertou interesse de
vários investigadores, como, digamos, o prof. Friedrich RUTTNER. Porém, a apicultura
atual tem vários fines, i.e.: a produção de geleia real, de pólen ou de própole, e de
rainhas de casta.
Antigamente, os camponeses tinham as colmeias só para ter açúcar em casa, a saber,
durante os séculos, o mel era o único adoçante. Não obstante, na Eslovénia
expandiu-se, graças a alguns notáveis, a produção maciça de enxames de abelhas e de
abelhas “empacotadas”…
A larga tradição tinha feito dos apicultores eslovenos os verdadeiros mestres. As
anotações do século XV testemunham o comercio de mel e cera.
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Graças as abelhas, um deles passou na historia durante o século XVIII, i.e.: Anton JANŠA. O jovem filho de camponês, de origem de Breznica cerca de Radovljica, era o primeiro mestre na escola imperial de apicultura em Viena, com a imperatriz Maria Teresa. Seu ensino e os escritos “Exameamento” (1771), como sua obra completa “O tratado completo sobre a apicultura” (1775) contribuíram muito para o desenvolvimento da apicultura. Não obstante, insistindo no labor excelente de Anton Janša, não significa esquecer-se das caraterísticas das abelhas dessas regiões eslovenas. |
As abelhas eslovenas diferençam muito das outras castas, de
maneira que em 1875 cientificamente a denominaram como
De modo que, seguindo passos de A. Janša, os eslovenos tornaram-se comerciantes
conhecidos de abelhas rainhas e enxames, especialmente no século XIX e até o fim do
império austríaco.
Naquele tempo os comerciantes de abelhas no império austro-húngaro mandavam enxames e
colônias completas de abelhas com suas carroças, nomeadas “kranjici”,
para a Europa inteira.
Alguns deles, como o barão Rotschütz ou Mihael Ambrožič de Mojstrana, expediam os furgões completos de abelhas para a Europa central, e para a América do Norte de navios desde Trieste. As abelhas despachadas provinham das regiões desde o Mar Adriático até o rio Drava, ou seja, lá onde, depois de 1918, encontram-se os novos países como a Eslovénia, a Áustria, a Croácia e a Hungria.
De 1857 à primeira guerra mundial os apicultores de la Carníola
expediram ao mundo mais de 170 000 abelhas rainhas. Apesar das duas guerras mundiais, a
abelha carníola tornou-se o símbolo, sobretudo na Europa central e Europa do norte - e
graças aos emigrantes eslavos também na América do Norte, onde é conhecida com uma
seleção suplementar nos Estados Unidos, sobre o nome de “NEW
WORLD CARNÍOLAN BEE”.
SELEÇÃO DA CARNÍOLA
Depois da segunda guerra mundial, com a chegada de novas
raças híbridas de abelhas, na Eslovénia fez-se um grande progresso com o serviço de
seleção da CARNÍOLA, sobretudo depois de 1984, quando
fundou-se o DEPARTAMENTO PARA SELEÇÃO DA ABELHA CARNÍOLA,
dependendo diretamente do Ministério de Agricultura. Uma de suas metas primárias foi a
proteção da abelha autóctone, sobretudo depois da independência da Eslovénia em 1991.
Desde 1992, todas as rainhas são administradas pelo pedigree e
regularmente submetidas aos testes nos criadeiros selecionadores.
O Ministério de Agricultura equipou-se com expertos em apicultura, em veterinária num
programa “Seleção da abelha carníola e organização dos
pedigrees”, desenvolvendo também outros planes, para melhorar o mais possível a
qualidade das rainhas carníolas.
Todos
os anos, o departamento para seleção da rainha carníola
compra regularmente dos criadores 1200 abelhas rainhas, e depois dos testes, os melhores
crias dispõem-se na fabricação nos anos seguintes. Depois, todos os dados são
analisados e classificados conforme o tipo, quais das abelhas são apropriadas para tal
pasto, polinização etc.
Todos os anos o Departamento para seleção da carníola
emite permissões a 15 ou 20 criadores, que estão sob permanente vigilância
veterinária, e só os criadores registrados têm direito de exportar as rainhas, para
poderem oferecer a melhor qualidade e base da carníola.
A importação das outras castas de abelhas não se deseja nem
permite, e os criadores devem destruir toda a cria que não tenha o ecotipo
da carníola, o que lhe garantiza a pureza da casta.
Atualmente começa de novo a produção de qualidade, i.e. até 30 000 rainhas ao ano, das
quais um terço é destinado para exportação, mas acreditamos, que a produção possa
aumentar o dobro, porque há um interesse enorme para a abelha, sobretudo na Europa
ocidental e nos países da América do Sul.
Porque não conseguirmos hoje o mesmo que os emigrantes italianos já conseguiram anos
atrás, quando temos possibilidade de oferecer, em alguns instantes, a abelha através da
tela ao mundo inteiro.
Pois bem, em perspectiva de melhorar de qualidade e com uma larga tradição da
apicultura, em 2003 a Eslovénia hospeda em Ljubljana o 38. congresso de apicultura APIMONDIA.

Ultimas modificaçoes: 31/12/2006 - páginas feitas por Luis Ivanec - "Carniolan " , 19 allée du Gros Chene 63910 Chignat (França)